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terça-feira, 15 de maio de 2018

FILME SOBRE O DESAPARECIMENTO DE MARCO AURÉLIO. 

Estamos desenvolvendo o argumento com o roteirista Bruno. Tivemos reunião a tarde inteira de sábado e ele volta amanhã (terça-feira), 15 de maio. Está tudo caminhando muito bem. Vamos ter muita ajuda do pessoal de Piquete, que tem se colocado à disposição para nos auxiliar. A todos, muito grato, em especial ao Rodrigo. Queremos captar imagens reais dos locais onde aconteceram os fatos e de pessoas que participaram das buscas. Agradeço a todos de coração pela solidariedade...

Ivo Simon (pai)

sexta-feira, 27 de abril de 2018

FILME SOBRE O MISTÉRIO MARCO AURÉLIO, UM NOVO CAPÍTULO. 

Há 32 anos e meio o escoteiro Marco Aurélio Bezerra Bosaja Simon, meu filho, desapareceu durante uma jornada ao Pico dos Marins na cidade de Piquete, São Paulo, com 2.420m de altura. Maior busca já realizada no Brasil, o desaparecimento está entre os entre os cinco mais misteriosos do mundo. Mais de 300 homens participaram diariamente das buscas mas nenhum indício foi encontrado, a partir do local onde foi visto perla última vez. Três livros foram foram escritos pelo jornalista Rodrigo Nunes, uma música foi feita por Olívio Marques.

Em 16 de fevereiro de 2018 (sexta-feira), começou um novo capítulo nessa história, com reunião que tivemos (eu) com a produtora de Mariana Youssef, Marcelo Mesquita e Peppe Siffredi. A empresa produziu o filme Paratodos, que foi distribuído pela Netflix para mais de 90 países. Nós vamos colaborar no roteiro como consultores. Vai ser uma grande ajuda na nossa busca. A previsão é estar pronto em dois anos. Que Deus nos ajude e ilumine nossos caminhos, é o que peço.

Ivo Simon

terça-feira, 13 de outubro de 2015

TERCEIRO LIVRO SOBRE O DESAPARECIMENTO DO ESCOTEIRO MARCO AURÉLIO FOI LANÇADO EM PIQUETE



O mistério do desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio, ocorrido em 8 de junho de 1985 - há 30 anos -, teve mais um capítulo neste sábado, com o lançamento do terceiro livro da série Operação Marins, na cidade de Piquete, no Salão de Atividades Prefeito Luiz Vieira Soares.

Marco Aurélio, 15 anos, fazia parte de um grupo de quatro jovens escoteiros, liderados pelo chefe Juan Bernabeu Céspedes, que buscava alcançar o Pico dos Marins, de 2.420m, na divisa de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A 1.700m um dos garotos se machucou e o líder autorizou Marco Aurélio a ir à frente sozinho. buscar socorro. Marco Aurélio foi se distanciando e a partir de então não foi mais visto, nem localizado pelas equipes de buscas,  que movimentaram mais de 300 pessoas, por mais de 30 dias.

Até hoje, 30 anjos depois, não há indício ou prova material concreta sobre o que aconteceu a Marco Aurélio, e a conduta do líder Juan nunca foi aceita por todos que conhecem a história: "como um líder escoteiro de larga experiência, como cometeu um erro tão grave", afirma o pai Ivo Simon. 

Trata-se de um dos maiores mistérios do mundo, segundo especialistas, superando os desaparecimentos no Triângulo das Bermudas, porque não se encontrou até hoje um indício ou prova material do que ocorreu.

O livro, de autoria do jornalista Rodrigo Nunes, traz comentários e depoimentos de pessoas  envolvidas com o fato, como o pai do escoteiro, o jornalista Ivo Simon e o irmão gêmeo Marco Antonio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

HOJE, ESCOTEIRO MARCO AURÉLIO NO JORNAL DA BAND

O Jornal da TV Band de hoje (19/08/15), com início às 19h30, trará matéria sobre Desaparecidos, incluindo 3 minutos sobre o desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio, há 30 anos, exatamente no dia 8 de junho de 1985.
Os pais Neuma e Ivo Simon estão na entrevista.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

HÁ 30 ANOS PROCURO O ESCOTEIRO MARCO AURÉLIO, MEU FILHO.
ME AJUDE, POR FAVOR.

8 de junho de 1985. Uma data para não esquecer. Início de uma história de 30 anos que mudou a minha vida e a da minha família.

Numa jornada do Grupo Escoteiro Olivetano, quatro jovens escoteiros de 15 anos e um líder adulto, 36 anos, tentavam alcançar o Pico dos Marins, próximo à cidade de Piquete,  no Vale do Paraíba, quando a 1.700 metros de altitude, um garoto torceu o pé.  Marco Aurélio, meu filho, foi autorizado a buscar socorro, enquanto os demais tentariam segui-lo lentamente.  Mas Marco Aurélio não venceu a montanha de pedras. Desapareceu, como por encanto e até hoje não existe um só indício, um fio de cabelo, que indique o que aconteceu.

Mais de 300 homens realizaram as buscas por cerca de 30 dias, incluída entre as maiores já realizadas no Brasil, com policiais civis, militares, mateiros, espeleólogos, alpinistas, dois helicópteros, três equipes do COE - Comando de Operações Especiais, teólogos.

É o terceiro maior mistério do mundo.

Como jornalista, tive o amparo maciço dos companheiros de imprensa de todo o país, das autoridades e principalmente da população de Piquete e da região. Mas Marco Aurélio nunca mais foi visto, apesar do uniforme escoteiro e tanta gente procurando, não se conseguiu um único indício de um local por onde teria passado.

Hoje recorro a você, caro leitor. Veja as fotos envelhecidas que aqui anexo. Veja se você conhece ou viu alguma pessoa parecida. E entre em contato comigo, com as assistentes sociais ou autoridades de sua cidade, mas me avise, por favor.

Marco Aurélio pode estar em qualquer lugar deste país ou do exterior, porque ele está vivo, tenho certeza.

Apesar de muita gente acreditar que o líder escoteiro Juan Bernabeu Céspedes assassinou Marco Aurélio e sumiu com o corpo, eu não penso assim.  Afinal, ao que se sabe, ele nunca antes havia cometido um crime e nem o cometeu depois. Seu erro foi autorizar Marco Aurélio a ir buscar socorro no meio de uma montanha que não conhecia e onde não havia ninguém para ajudar, decisão que ninguém entende e levantou suspeitas que perduram até hoje. O que se sabe, e que só vim a tomar conhecimento pelas peças do inquérito, onde é taxado de frio e calculista, é que ele tem transtornos mentais, como comprovou em entrevistas posteriores, afirmando que não errou e que se tivesse que tomar uma nova decisão ela seria exatamente a mesma.

Mas isso pouco importa. O que busco é localizar Marco Aurélio. Durante esses 30 anos tivemos informações de pessoas parecidas com Marco Aurélio em São José dos Campos, Campos do Jordão, Lavrinhas, Botucatu, Pindorama, Sorocaba (SP), Fortaleza (CE), Imperatriz (MA) , Botuporã (BA), Ouro Fino, Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro, Resende (RJ) e tantas que perdi a conta... Duas vezes fomos identificar pessoas que usavam o nome de Marco Aurélio e se faziam passar por ele, porque haviam gostado da histórica aventura. Ainda agora estamos avaliando informações que recebemos de Cachoeira de Minas e Conceição dos Ouros, em Minas Gerais.

A imprensa sempre noticiou as nossas buscas. Tive dois infartos, fiz duas cirurgias do coração (uma mamária e duas safenas) e minha esposa tem cinco doenças autoimunes.  Tudo de fundo emocional.

Mas temos saudade, muita saudade do escotismo. Dos acampamentos que grupos faziam em nosso sítio em Mairiporã. Da primeira vez meu filho Fábio veio me dizer que queria ser escoteiro e já tinha ido falar com o chefe, no Grupo Escoteiro Olivetano.

Movida pelo belo trabalho do escotismo e do bandeirantismo, toda nossa família ingressou nesses movimentos. Anos depois, Fábio tornou-se Lis de Ouro e, como tal, entregou a bandeira do Brasil, em nome da UEB, ao Rei Gustavo da Suécia, e minha filha Patrícia um quadro à sua esposa, a rainha Silvia, quando o casal foi homenageado em São Paulo.

Pena que a irresponsabilidade do chefe acabou com o nosso grupo. Ficaram ainda as amizades, mas as atividades cessaram, as famílias ficaram com medo de prosseguir. Mas foi um erro de conduta, inadmissível, de um chefe, o que em nada denigre a beleza de formação dos jovens junto às comunidades e à natureza. Mas fica um alerta aos pais, para que analisem bem quem são os responsáveis e como se comportam os líderes, não só no escotismo, mas em todos os grupos comunitários que seus filhos militem. Para que amanhã não se sintam como eu, culpado.

De resto, a falta de provas sobre o que aconteceu, e a palavra de Chico Xavier, quando estivemos em sua casa, em Uberaba, MG, que a uma pergunta minha sobre se Marco Aurélio estava vivo, limitou-se a responder:  “só me comunico com entes desencarnados. E com ele não consegui me comunicar”. Por isso continuo a procura. O livro que Chico me deu, “Presença de Luz”, tem uma dedicatória singela: “Aos prezados amigos sr. Ivo Bosaja Simon e Da. Tereza Neuma Bezerra Simon, com respeitoso apreço do servidor reconhecido, Chico Xavier. Uberaba, 5  – 4 –1986”.

Marco Aurélio tem um irmão gêmeo, Marco Antônio. São idênticos e univitelinos. E Marco Antônio nunca se furtou em aparecer na mídia para que alguém que o veja lembre se conhece uma pessoa parecida.

Oxalá, você, caro leitor, possa ser o meu contato para localizar Marco Aurélio.

No google, há inúmeras matérias, filmes e relatos sobre “Marco Aurélio, o escoteiro desaparecido”. No blog, agrupamos a história e informações.
Muito obrigado por ler este relato e vivenciar conosco esta novela de 30 anos.

Ivo Simon
Jornalista – MTb 10.743




30 ANOS SEM MARCO AURÉLIO

Hoje, 8 de junho de 2015, é uma data particularmente triste para minha família. Há 30 anos, desaparecia o meu irmão gêmeo Marco Aurélio, então com 15 anos de idade, durante os quais partilhamos muitas dificuldades, mas sobretudo, muitas vitórias e alegrias.


Já escrevi no passado sobre como, na minha visão, é um sentimento especial ter um irmão gêmeo, alguém que na verdade, é parte de você e da sua existência.


Mas jamais imaginei passar tanto tempo da vida sem ele. E curiosamente, fazendo parte do movimento escoteiro, durante uma atividade que nós tanto gostávamos - acampar e fazer jornadas. 


Passado tanto tempo, não tenho mágoas do escotismo em si. Para nós, que sempre sofremos de alguma forma, rejeição por parte de outras crianças em função dos nossos problemas físicos e limitações por termos nascido prematuros de 6 meses e meio, tivemos a felicidade de sempre encontrar apoio na família, nas madres tão queridas, nos amigos da escola São José da Vila Matilde e também no escotismo. 


Mesmo com as nossas limitações, o escotismo nos acolheu e ajudou muito no nosso desenvolvimento não só físico, mas também em estimular as habilidades de liderança e realização de atividades em grupo. A verdade é que nós adorávamos o escotismo, por isso a tristeza de que esse movimento para nós tão especial, ter sido também o caminho para um fato até agora trágico e sem resposta.


O desaparecimento do Marco Aurélio é algo que para mim, segue como uma situação injustificada sob qualquer análise. Admiro as pessoas que encontram explicações e conforto em outras atividades para aliviar suas dores, mas até encontrar ou saber o que aconteceu ao Marco Aurélio, serei um eterno inconformado. Acredito em Deus e em fazer o bem, mas não posso acreditar que Ele tenha nos colocado nessa vida para passar por algo tão triste e sem explicação. 


Mas a vida segue e o fato é que todos os dias há sempre algo pelo que lutar, a família, uma esposa e filhos maravilhosos para nos dar incentivo de prosseguir adiante. E tantos amigos que sempre nos deram força para conseguir suportar essa ausência de tão longa data.  Graças ao esforço dos meus pais, dos amigos jornalistas ou não, o caso do Marco Aurélio não segue nas estatísticas e no esquecimento, como mais um desaparecido entre tantos por esse mundo a fora. 

Mas para cada família que vive essa situação, o filho desaparecido é único, e o sentimento de perda também.


Nesses 30 anos sem o Marco Aurélio, ainda não tive coragem de contar aos meus filhos sobre o tio que eles não conhecem. Mas jamais esqueci de você, meu irmão, nem um dia sequer. 


Que possamos um dia nos encontrar e deixo aqui a foto exatamente como lembro dele, sempre risonho e prestativo. 


Aos meus pais, irmãos, minha esposa Gilmara Raquel Felipe Simon, família e amigos, muito obrigado por estarem conosco nessa busca.

Marco Antonio Simon

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Caros amigos,
Há 29 anos procuro pelo escoteiro Marco Aurélio. Meu filho. Muitos conhecem esta história, listada entre os três desaparecimentos mais intrigantes do mundo, ocorrido no Pico dos Marins, perto de Piquete, SP, no dia 8 de junho de 1985.
Meus companheiros da imprensa sempre me ajudaram nesse longo período.
Depois de tantos programas, hoje (16/12/14) o Tá na Tela da Band dedicou cerca de 20 minutos ao assunto, mas com um enfoque diferente.
Fez uma reconstituição na Serra da Mantiqueira, local do desaparecimento, com atores que encenaram com fidelidade o que teria acontecido naquele dia.
A equipe da Band teve uma dedicação incrível na coordenação das gravações.
Um trabalho que começou meses atrás, quando recebi um telefonema, dia 30 de setembro, do jovem Clésio Souza, da produção da Band, sobre como poderíamos abordar o fato com algum diferencial, comentando sobre uma eventual reconstituição.
Veio à minha casa e viu todo o material que tenho em arquivo.
Levou a idéia e a pauta foi aprovada.
Na sequência, a repórter Livia Zuccaro veio entrevistar a mim e minha esposa Neuma.
Dia 18 de novembro, uma equipe da TV, orientada pelo Alexandre, e os jovens atores, acompanhados de suas mães, foi feita a reconstituição no Pico dos Marins, com a colaboração do jornalista Rodrigo Nunes e do guia João Correia, que na época ajudou nas buscas.
Dias depois a equipe foi entrevistar Marco Antonio, o irmão gêmeo de Marco Aurélio, em São Bernardo do Campo.
O resultado foi esta brilhante reportagem exibida hoje. Feita com carinho, dedicação e, acima de tudo com grande responsabilidade.
Decidi relatar todos os passos do trabalho da TV para que, quem me lê agora e não conhece esse tipo de trabalho, veja como é preciso força de vontade, cuidado em cada detalhe, e uma edição honesta para se chegar a uma matéria de 20 minutos.
Só posso dizer a todos que estiveram ao meu lado nessa reportagem, um obrigado. Obrigado, não. Muito, muito obrigado pela dedicação.
Tenho certeza de que o jovem apresentador Luiz Bacci deve estar orgulhoso por ter uma equipe tão dedicada e competente. E parabéns à Band pelo programa. Sua grande audiência poderá - quem sabe - nos trazer nova luz nessa busca a Marco Aurélio.
Aos amigos que tiverem paciência para ler este relato, agradeço de coração.
A todos, um Feliz Natal e Próspero Ano 2015.
Abraços afetuosos do Ivo

Link:
http://entretenimento.band.uol.com.br/ta-na-tela/videos/2014/12/16/15313396/escoteiro-esta-desaparecido-ha-29-anos.html